segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Menino flor, menina cravo

Quando eu era uma criança de 07 anos, tinha um rapaz que sempre passava em frente a minha casa. Ele era motivo de vergonha para a sua família e ninguém o cumprimentava. Mas sempre que ele passava eu dizia "oi" e ele sempre respondia com um sorriso no rosto. Perguntei a minha mãe por que todos o rejeitavam e zombavam tanto dele e também da sua família. Minha mãe me explicou que ele era menino por fora e menina por dentro; não me importando com isto, todas as vezes que eu o encontrava continuei a lhe dizer "oi". Assim eu cresci e aos 19 anos, aceitei ao Senhor Jesus como meu único e suficiente salvador. Isto foi a única coisa que mudou dentro de mim. Exteriormente, eu comecei a ler a bíblia, frequentar uma igreja. Aos 29 anos em uma conversa entre amigos expressei minha opinião que naquele momento deixou a todos por alguns instantes calados. Eu disse que não conseguia entender por que alguém que nasce homossexual não poderia ter Jesus como seu único e suficiente salvador também, frequentar uma igreja, sem que ninguém ficasse julgando (aliás não é só dentro das igrejas que as pessoas costumam julgar). E fui mais além, que ficava muito triste quando via um homossexual se prostituindo, se drogando, deformando seu corpo com coisas baratas ou proibidas, sendo que poderia estudar, trabalhar, se casar, ter filhos, frequentar uma igreja e assim por diante. Na época de Jesus, os leprosos eram apedrejados por religiosos, e hoje os homossexuais estão passando pela mesma situação e como os leprosos daquela época nem mesmo os seus familiares os defendem. Para os fariseus de hoje, Jesus deixou esta palavra: " com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também." (mateus 7.1,2).

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