Houve em uma certa época um povo muito feliz. Eles criavam seus filhos e netos num circulo de amor e tudo lhes saía bem. A terra era fértil, o ar era puro e a água era a bebida mais apreciada por todos; ninguém passava necessidade de qualquer coisa. Este povo era conduzido por um Deus que não se via, mas a sua presença era constante! Eles cantavam e homenageavam o seu Deus todos os dias. Ele era lembrado nas escolas, nos lares, nas praças principais, nas entradas das cidades e estava nos corações de todos. O contato com esse Deus era feito através do Livro Sagrado. De assuntos pertinentes a família até fechamento de grandes negócios era consultado ao Livro Sagrado. Nele continha regras de comportamento e respeito, além de ensinamentos de amor e compaixão. Mas os tempos foram se passando e um dos ensinamentos do Livro Sagrado foi quebrado: “ao nascer uma criança, seus pais deverão apresentar a ela o Livro Sagrado e o Deus Iam, para que a criança cresça feliz e nos caminhos certos”. Assim, chegou uma época em que ninguém mais adorava o Deus Iam e eles foram se esquecendo... Perderam a sabedoria e uma grande maldição se abateu sobre todos: eles viraram sapos e seu país ficou conhecido como o país dos sapos. Todo o país dos sapos havia sido devastado por uma forte tempestade de ódio, vingança e traição. Ninguém mais acreditava no amor, na verdade, na amizade, enfim todos haviam perdido a fé, mas o Deus Iam não. Ele ainda buscava naquele país uma forma de torná-lo o que era no início, Ele buscava um canal por onde Ele pudesse resgatar tudo aquilo que criou e que o próprio povo destruiu devido à desobediência. Mas não era uma tarefa tão fácil assim. Mas Ele era persistente e prometeu: "se mil vezes destruírem o que Eu construir, mil vezes eu reconstruirei". Este é o ensinamento do Deus Iam: fé e perseverança, sempre. Todo aquele país, cada folha, cada gota de orvalho, cada casa ou cada nova invenção, Ele participou apenas com palavras, mas não eram quaisquer palavras, mas palavras de fé. Ele dizia e acontecia, Ele pensava e se concretizava. O Deus Iam é o único Deus, o verdadeiro, o maior de todos os Deuses, o Deus da perfeição; Ele é superlativamente Magnífico, Belo, Maravilhoso, Amável, Justo, Perfeito! Algumas pessoas ainda se perguntam: Se o Deus Iam é tão perfeito assim, como pôde ter feito seres auto destrutivos? A resposta é muito simples: porque o Deus Iam não cria robores, onde Ele aperta o botão e fazem tudo o que for da Sua vontade, Ele criou seres racionais e que possuem vontade própria. Existe ser mais capaz como Deus Iam que pode fazer seres assim? Assim é o Deus Iam. Dizem que Ele já existia muito, mas muito antes do nascimento de toda a terra. - “só preciso de um canal" - dizia o Deus Iam. No dia em que Gide recebeu o chamado e foi para o lugar menos habitado do país dos sapos, Ele lhe apareceu. Foi uma chuva de trovões, raios, fogos, tremores; logo veio trombetas, uma movimentação fora do normal de nuvens; um grande exercito de seres inimagináveis tomaram conta dos céus. Metade homens, metade pássaros, tudo num mesmo corpo; suas roupas brilhavam ofuscando os olhos de quem para eles olhavam. De repente uma voz poderosa surgiu. Gide olhou para um lado, olhou para o outro, dando voltas sobre seu próprio corpo. Então o Deus Iam lhe deu uma direção:
_ Olhe para cima, e tão somente pare onde está! - Disse Iam e continuou _ Você dentre todos, foi o escolhido.
_ Eu, mas como assim?
_ Pegue este Livro _ e continuou: _ Você há de divulgar e reascender a chama da fé de todos os sapos deste país, porque eles esqueceram os meus conselhos e com isso deixaram de fazer o que é certo, e agora padecem pela falta de sabedoria. Vivem sujeitados a homens insensatos, que se apoderam de leis para lhes destruírem as vidas.
_ Sendo eu sacerdote, seus filhos me desconhecem e eles mesmos me desprezam. E o Livro Sagrado então... As crianças aprendem que o Senhor e tudo o que fez não passa de uma lenda! - O Deus Iam fez que não ouviu estas palavras, e lhe respondeu:
_ Eles precisam de um exemplo, de que quem crer nas palavras do Livro Sagrado, segui-la, poderá tudo, até mesmo voar! Você sairá agora e o primeiro sapo que encontrar pelo caminho você lhe dirá algumas palavras do Livro Sagrado, ele irá querer saber mais, e mais, e muito mais. Então depois de instruído, ele irá crer e tudo acontecerá na sua vida.
_ Como sabe que ele irá crer e me dará ouvidos?
_ Porque eu conheço os corações e as mentes, e achei nele um servo meu. Portanto vá e não olhe para trás. Quero ver se Sodoma e Gomorra, reinarão tranqüilas...
Então Gide caminhou a passos largos; a cada parada de descanso, folheava aquele Livro. A cada folheada, lembrava-se do que seus pais lhe ensinaram, e o misto de alegria e tristeza tomava conta dele. Ao mesmo tempo em que se alegrava por estar com o Livro, se entristecia por lembrar que há tanto tempo estava longe. Quando abriu uma palavra no Livro que dizia: “ensina o menino, porque mesmo quando adulto não se esquecerá do ensinamento”. _ Foi isso que aconteceu comigo _ disse em seu pensamento. O Livro Sagrado foi banido de todo o país. Primeiro, as pessoas deixaram de fazer o primeiro ensinamento: “falar para as crianças sobre o Deus Iam”. Depois o Livro Sagrado foi deixado de lado; a rotina dura, a luta por uma posição na sociedade, o cansaço, a fadiga das longas jornadas de trabalho em busca de enriquecimento, do muito, da vaidade; a angústia e o desejo de ter e ter bens, construindo para si, para os filhos, para os netos, para os bisnetos. Assim o tempo para refletir, buscar ao Deus Iam, foi se esgotando, e a fé no Deus Iam, de que jamais pereceriam, de que de nada teriam falta, desapareceu completamente. Passaram a crer nas suas posses e nos frutos do trabalho. Pena que muitos, na ansiedade de ter, buscavam enganar os outros de todas as maneiras possíveis, visando tomar o que lhes pertenciam, para viverem uma vida (aparentemente) tranqüila. E na falta de sabedoria precisaram de alguém para gerenciar o país acreditando que poderiam sair daquela vida angustiada. Ter não importa como, quando, de quem. Sodoma e Gomorra, eram as rainhas do país dos sapos, e acreditem, escolhidas por eles mesmos. Elas os oprimiam com leis assim: Todo o sapo desta nação deverá contribuir com 100 tipos de impostos e taxas diferentes. Imposto para ir, para voltar, para tomar banho, para comer, para comprar, para vender... E assim ia. Todo esse dinheiro não era administrado para os sapos, mas era exclusivo para a manutenção do castelo. Elas tinham empregados para comprar sapatos, que combinassem com os vestidos, cuja responsabilidade de comprá-los era de outros empregados. Tinham os experimentadores, que avaliavam os cardápios feitos pelo Chefe e outros tantos auxiliares. Tinham os jardineiros, os lustradores de cristais, as passadeiras de roupas, as contadoras de histórias, professoras de balé, sapateiros, governantas, etc. Em meio há tantos empregados e auxiliares, havia um que se destacava. Todo o dia levantava cedo, pegava o machado e ia para a floresta, cortava lenhas em pedacinhos e as colocava nas fornalhas em todos os cantos do palácio. Mas não pensem que sua consciência não ficava a cada instante lhe sussurrando ao ouvido: “com tanta falta de árvores neste mundo, você ajuda a destruir o pouco que resta?” Sodomora e Gomorra não aceitavam de jeito algum, tocar em água fria; ou temperatura ambiente em dias de calor ou bem quentinha nos dias de frio. No país dos sapos, poucas eram as pessoas que tinham o mesmo privilégio. Aquele sapo, empregado do castelo, bem como os outros tantos empregados, não sabiam o que era descanso, férias só conheciam de nome, vendo as rainhas do seu país ir viajar para todos os cantos do mundo. Mas ele dentro do seu íntimo (pois não havia com quem falar), acreditava que alguém fez tudo àquilo que lhe rodiava, e que de alguma forma, não estava contente com tudo o que acontecia dia após dia. Os gravetos, de tantos, lhe tampavam a visão, mas já conhecia o caminho. Gide com o Livro aberto, fazendo breves leituras, ia andando. Ambos a passos largos, apressados, cada qual com seu propósito. De repente uma trombada, o Livro Sagrado foi resgatado, sem cair no chão, devido ao seu instinto ligeiro, mas os gravetos, esses ficaram todos espalhados.
_Você não olha por onde anda? – disse o sapinho segurando o Livro.
_ Pior que eu não olhei, estava lendo esse Livro, e esqueci que tinha de olhar... Parece que ele me guiava em direção a... Você (disse sussurrando)
_ Moço, este aqui não é o Livro Sagrado?
_ É sim...
_ Me deixa ver, se é como minha mãe disse... – (e começou a folhear). E alertou: - Mas vamos sair daqui... – E insistiu para que Gide o deixasse levar. _ O sapinho ficou surpreso com o que havia visto, mas temeu que alguém visse e destruísse, como foi a ordem dada por Sodoma e Gomorra: _” se encontrarem qualquer outro livro que não for a justa legislação de nosso país – O Livro de Safena-, destrua imediatamente e tragam o portador do livro a nossa presença.”
_ Me deixa ler ao menos o começo...
_ Eu trouxe para você mesmo... Então pode ler tudo, envolva-o embaixo das suas roupas e vamos para a minha casa.
_ Vamos! _ Parece muito fácil, mas ele deixou tudo e na mesma hora. Não quis nem saber se os gravetos ficaram esparramados, se iria faltar banho quente para as rainhas, se iria ser punido; mas sem olhar para trás, como faz os seguidores do Deus Iam, deixou o medo de lado e seguiu Gide, tão somente porque reconheceu o Livro Sagrado como o mais importante para a sua vida. Depois deste acontecimento, ouviam-se gritos no belo castelo, era Sodoma e Gomorra, insensíveis e ditadoras, não sabiam chamar pelos seus empregados, senão desta forma:
_ Pompila!!!- (gritando)
_ Sim minhas rainhas... _ Normalmente era assim, Sodoma falava por Gomorra, pois esta era a mais jovem e tinha muita vaidade, não conversava com empregados, nem mesmo para dar ordens.
_ Chame quatro empregadas para nos auxiliarem no banho; também precisamos de nossas vestimentas de gala, maquiadoras, cabeleireiras que hoje a festa é de arrombar!!! Sodoma por ser a irmã mais velha passava o dia inteiro analisando todos os impostos que chegavam até o castelo, abrindo caixas e mais caixas de presentes enviados pelo povo: desde ovos de galinha até jóias caras e raras porque o povo, achando que as agradando, poderiam ser mais compreensíveis com as dificuldades que enfrentavam, mas obviamente, nada disso os aliviavam em nada, os planos das malvadas eram cada dia mais absurdos: aumentar a carga tributária, contratar mais empregados, planejar novas viagens, renovar o guarda-roupas. Nenhum dinheiro arrecadado era revertido àquele país. Quando Pompila foi encher as duas banheiras:
_ Mas o que acontece? Esta água não esquenta... _ Desceu as escadas, tropeçando em copeiros, vasos de flores, cristais... Opa cristais não, qualquer um que quiser desaparecer do mapa, quebre algum cristal.
_ Atenção cozinheiros, cozinheiras, parem tudo. Peguem as maiores panelas, preciso de água bem quente para o banho das Majestades.
_ Desculpe Pompila, mas faz trinta minutos que já não temos mais água quente, pois os gravetos não foram colocados nas fornalhas!
_ Cadê aquele sapo sujo e idiota que cuida das fornalhas?
_ Ele só pode ter sido comido por um urso ou uma onça!
_ É bom que isso tenha acontecido a ele, pois do contrário, ele pode ser considerado um sapo morto! – Nesse tempo pensava numa forma de conseguir água quente para o banho_ Andem seus idiotas me ajudem a pensar ou vamos ser todos despedidos, ficaremos desempregados! – Ao fundo alguém gritou: - Oba!!! e mais depois se ouviu um: - chiiiii! Mas como o tempo foi muito curto, logo as rainhas foram até as banheiras e...
_ Pompila!!! _ ouvia-se a distância_ Pompila!!! _ uma gritava dali, outra gritava de lá.
_ Sim minhas rainhas...
_ Não se faça de idiota, coisa que você já é, onde está o nosso banho quente?
_ Irmã, pergunte a esse idiota onde está o meu banho quente?
_ Onde está o nosso banho quente?
_ Minhas rainhas, o sapo que corta as lenhas para o castelo inteiro, simplesmente desapareceu, ninguém o viu há (olhou para o seu relógio) exatamente 45 minutos.
_ Mandem procurá-lo agora e o traga a nossa presença, ninguém comerá até esse sapo ser encontrado.
_ Irmã, diga a esse idiota que convoque o povo a trazer água quente ao castelo agora!
_ Acho que eu não preciso repetir. _ Logo foram chegando ao castelo sapos de todos os cantos trazendo água quente, enquanto isso as duas aguardavam até que se enchessem as banheiras. No outro dia de busca pelo sapo lenhador, Pompila, ainda sem comer, beliscava algumas frutas silvestres da floresta e cortava a lenha do castelo com a ajuda de muitos empregados nas mesmas condições. Sodoma e Gomorra do castelo, uma em cada janela, olhavam para o povo da cidade; quem sabe entre o povo não estaria lá o desobediente, que simplesmente desapareceu. Os cavalheiros Gosnos em tropas, saíram de casa em casa, procurando e revistando tudo. Nada encontraram. Gide morava em uma montanha, tão longe, como um quilombo: tinha total visão da cidade e do palácio, mas chegar até sua casa não era uma tarefa tão fácil. Caminharam aquele dia inteiro e só no outro dia, final de tarde é que chegaram até a casa do pastor de ovelhas. Cansados, exaustos, com fome.
_ Antes de tudo, quero tomar um banho quente!
_ Como foi parar no local mais deserto de nosso país?
_ Estava em meu pasto, contando minhas ovelhas e percebi que estava faltando uma. Então prendi todas as outras, lhes coloquei água e comida, e percorri por três dias atrás da que estava faltando. Corri muitos riscos: ser devorado, me perder na floresta, comer uma fruta mortífera, mas enfim, consegui resgatá-la. Ela estava dentro de um buraco escuro, bem machucada e com muita sede. Coloquei-a em minhas costas e a trouxe para casa.
_ Tudo bem, mas como foi parar lá?
_ Ao chegar em casa, alguém bateu em minha porta. Quando atendi, ouvi uma voz que me disse assim: “como você sendo um simples mortal, com tantas ovelhas, não sossegou por causa de uma, imagine Eu, Deus Iam, por tantas outras afastadas do meu rebanho”.
_ O Deus Iam, lhe apareceu?
_ Na verdade eu não o vi, mas sua voz como de um trovão, me ordenou que retornasse àquele lugar e fosse encontrá-lo, pois tinha uma missão para mim.
_ Depois que eu tomar um banho quente e comer alguma coisa, quero saber detalhes desta missão. Gide não queria perder tempo, pois sabia que se não fizesse bem a sua missão, o Deus Iam, que não desiste nunca, iria à busca de outro que a cumprisse em todos os seus detalhes. Este é mais um ensinamento do Deus Iam: quando não conseguirmos de um jeito, devemos tentar de outro, mas colocando em primeiro lugar a honestidade e o amor ao próximo. Todos os nossos sonhos e desejos para a nossa vida são bons e são possíveis, mas não podemos esquecer nunca, de que ninguém possa ser prejudicado para a realização desse sonho. Quando projetarmos algo para a nossa vida, devemos fazer estas perguntas: irá prejudicar a natureza? Irá piorar a vida de alguém? Se alguma resposta for positiva, então esse projeto é algo não inspirado por Deus.
_ È linda a sua casinha, pequena, mas confortável!
_ Coma alguma coisa, eu faço um café bem gostoso!
_ Puxa, eu adoro café, faz tempo que eu não tomo... Após terem tomado banho, de barriga cheia, sentaram-se em frente à lareira acesa e Gide lhe disse:
_ No deserto o Deus Iam me disse que o primeiro sapo que eu encontrasse, seria o escolhido, aquele que seria o exemplo e a prova que Deus não se esqueceu dos sapos, mas eles se esqueceram do Deus Iam.
_ Mas, esse sapo sou eu?
_ Sim, pode acreditar, é você mesmo. Ele me disse que há muito tempo lhe observava, e viu em você o que não havia visto em ninguém...
_ Por isso que eu sempre escutava uma voz dentro de mim dizendo: eu estou com você, vou te tirar dessa. E eu via os anos se passarem e cada dia as rainhas, diminuindo nosso descanso e aumentando nossa carga, até pensei que fosse da minha cabeça, e eu dizia: Deus Iam não deve existir mesmo!
_ Então pode começar a abrir bem os ouvidos, que minha missão é falar, e a sua missão é acreditar e colocar em prática! - Gide passou muitos dias ensinando o pequeno sapo, falando, mostrando, provando. E ele acreditou, ele teve fé, e colocou em prática. O país dos sapos, era um país montanhoso, repleto de colinas e grandes abismos. E em cada canto da cidade, havia foto do sapo fugitivo, oferecia-se ainda recompensa. Aquele sapinho nem nome tinha, apenas o chamavam de “o sapo lenhador do castelo”. Sodoma e Gomorra não costumavam perdoar qualquer pessoa que discordasse ou que não fizesse alguma de suas vontades. Mas as pessoas tentavam, dentro suas infinitas dificuldades, levar uma vida normal, tentavam esquecer seus problemas. Brincavam de futebol na praça da cidade das rainhas Kadoshi, Ishimura, Davi e Albert. Kadoshi era daquele tipo “tranqüilão” e trabalhava no castelo das rainhas. Ishimura era um garoto comportado e trabalhava no Jornal da cidade. Davi era estudioso e gostava muito de aprender coisas novas. Albert só pensava em comer. Mas com todas essas diferenças, estavam ali reunidos, o que faziam quase todos os dias no finalzinho da tarde. Davi, o goleiro, deixou a bola passar... seus companheiros gritaram, mas não parou de olhar em direção a montanha mais alta da cidade.
_ hei, Davi... O que você está olhando? – Perguntou Kadoshi se aproximando.
_ Eu só posso estar vendo coisas. Olhem para aquela montanha. – Lá ao longe, estava aquele sapinho, a quem Gide ensinou as palavras do Deus Iam. Estava com um capacete vermelho e uma capa azul, um cinturão preto, combinando com os sapatos, e o mais incrível: voava como um pássaro em meio às montanhas. Em seu peito, dentro de um circulo amarelo estava as letras “SP”, que são as iniciais das palavras Super Toad, que significa: Super Sapão. Gide de sua casa via a grande obra do Deus Iam, e chorou, mas chorou tanto de tanta emoção, que se envergonhou de si mesmo, e viu como aquele sapinho empregado ou escravo do castelo das rainhas, tinha maior fé. Mas ele também teve fé, por acreditar que tão mirrada pessoa, fosse se tornar aquele ser extraordinário. Super Toad, percorreu por todos os cantos do mundo, em segundos, foi da China a África, da Bolívia ao México, e voltou como um cometa, ou um raio, símbolo principal do poder do Deus Iam. Imagine um raio caindo do céu, quanta força e poder concentrados num só instante! Ele levava essa força em seu capacete, o símbolo de um raio.
Eles ficaram em silêncio naquele campo de futebol, observando as voltas, as piruetas que Super Toad fazia no ar, em plena luz do dia. Mas não eram somente eles que assistiam àquele bonito espetáculo. A cidade toda parou, observando: será uma estrela cadente? Um cometa louco? Sodoma e Gomorra tomando banho de sol no jardim, uma espreguiçada, bocas abertas bocejando, esticando o corpo em cima da esteira. Pompila entra em cena, tropeçando em tudo. Os empregados, diziam: - Será que enlouqueceu de vez... - ele corria para buscar os binóculos das majestades, antes de levar para elas, deu uma olhada, para não correr o risco de ser castigado, dando uma informação errada.
_ Majestades, minhas majestades, vejam isso!
_ Irmã, o que este inútil está dizendo?
_ Dê-me aqui... – Sodoma olha e vê e não pôde acreditar que um ser sem asas poderia voar, e daquele jeito.
_ Irmãzinha pegue o seu binóculo... Acione agora mesmo a nossa guarda aérea. A guarda área eram águias treinadas para juntas abater qualquer objeto que invadisse o céu do país dos sapos. Mas todas se confundiram, pois mais veloz que a luz, Super Toad movia-se, fazendo cambalhotas e piruetas fantásticas, por entre as nuvens e brincando com os pássaros.
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